Quem é Arthur Aron? O psicólogo que mapeou a ciência da intimidade

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09/01/2026 às 22:01 , atualizado em 02/02/2026 às 14:25

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Quem é Arthur Aron e qual seu legado para a psicologia moderna?

Arthur Aron é um renomado psicólogo social e professor de pesquisa na State University of New York at Stony Brook. Ao lado de sua esposa, a também pesquisadora Elaine Aron, ele dedicou décadas ao estudo científico do amor, da intimidade e da formação de vínculos. Seu trabalho é mundialmente reconhecido por transformar conceitos abstratos, como "paixão" e "conexão", em dados mensuráveis através de experimentos rigorosos.

O maior legado de Aron é o modelo de Autoexpansão, que sugere que os seres humanos possuem um desejo intrínseco de expandir seu senso de identidade através da inclusão de outras pessoas, experiências e conhecimentos em suas vidas. É sob essa ótica que seus famosos protocolos de perguntas foram desenvolvidos.

Nota do Psicólogo: Embora Aron seja famoso por criar proximidade, sua lógica técnica também é fundamental para o processo inverso. Se você está em um momento de busca por autonomia, confira como adaptamos essas bases no Protocolo de Desromantização: 15 perguntas para retomar o controle emocional.

O experimento das 36 perguntas e a geração da intimidade

Em 1997, Aron publicou um estudo que se tornaria viral décadas depois. O experimento consistia em colocar dois estranhos frente a frente para responderem a 36 perguntas divididas em três séries de intensidade crescente. O objetivo era acelerar a autorrevelação mútua, um processo que normalmente levaria meses ou anos para acontecer de forma espontânea.

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O estudo provou que a vulnerabilidade compartilhada é o combustível da intimidade. Para entender como aplicar esse método de forma saudável, leia nosso artigo completo sobre O experimento de Arthur Aron e as 36 perguntas para gerar intimidade.

A neurobiologia do amor e a influência de Aron

Aron não se limitou a questionários. Ele foi um dos pioneiros no uso de Ressonância Magnética Funcional (fMRI) para estudar cérebros apaixonados. Suas pesquisas revelaram que o amor intenso ativa o sistema de recompensa (especialmente a área tegmentar ventral), a mesma região ligada à dopamina e à motivação de busca.

Essa descoberta é crucial para entender por que términos são tão dolorosos. O cérebro entende a perda do parceiro como uma crise de abstinência, o que reforça a necessidade de estratégias como o Detox digital e a busca por Microalegrias cotidianas para reequilibrar a química cerebral.

Por que Arthur Aron é relevante hoje?

Em uma era dominada pelo vício em algoritmos e conexões superficiais, o trabalho de Aron nos lembra que a conexão humana real exige presença e profundidade. Suas ferramentas ajudam pacientes a saírem de estados de isolamento ou de quadros de Ansiedade conforme a CID-11, focando na qualidade dos vínculos.

Conclusão

Arthur Aron transformou a psicologia social ao dar ferramentas práticas para quem deseja construir — ou reconstruir — sua vida afetiva. Seja para gerar intimidade ou para processar um Luto afetivo, suas teorias oferecem o mapa para navegar nas complexidades do coração humano com a segurança da ciência.

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Foto do profissional Eduardo Brancaglioni Marquetti Lazaro
Eduardo Brancaglioni Marquetti Lazaro
CRP 06/199338
Mogi das Cruzes/SP CRP verificado em 28/01/26 18:58
Possui vagas para atendimento social
Referências
ARON, A.; MELINAT, E.; ARON, E. N.; VALLONE, R. D.; BALIN, R. J. The Experimental Generation of Interpersonal Closeness: A Procedure and Some Preliminary Findings. Personality and Social Psychology Bulletin, 1997. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CID-11. Genebra: OMS, 2022.
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