Bullying na psicologia

Bullying envolve agressões repetidas, humilhação, exclusão, intimidação ou violência entre pares, com impacto possível na autoestima, nos vínculos, na escola, no trabalho e na saúde mental. Na psicologia, o tema pode se relacionar com ansiedade, depressão, isolamento social, trauma, vergonha, pertencimento e redes de proteção.

Entenda o que Bullying pode significar no campo da psicologia, como o tema aparece em diferentes contextos e o que observar antes de procurar psicólogos online.

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Revisado por Suzane Martins Brancaglioni (CRP 06/136222) em 03/05/2026

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Bullying é uma forma de violência marcada por agressões repetidas, humilhação, intimidação, exclusão, apelidos ofensivos, ameaças, exposição pública ou perseguição. Pode acontecer na escola, no trabalho, em ambientes familiares, grupos sociais e também em espaços digitais.

Na psicologia, o bullying não deve ser tratado como brincadeira, frescura ou dificuldade individual de lidar com críticas. Ele pode produzir sofrimento emocional importante, afetar autoestima, pertencimento, vínculos, segurança, desempenho escolar ou profissional e saúde mental.

Encontrar um psicólogo online pode começar pela lista, mas a leitura do perfil ajuda a dar mais contexto antes do contato. Veja o que observar antes de falar com um psicólogo e siga pelo botão disponível quando fizer sentido conversar.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação profissional, acompanhamento psicológico ou rede de proteção. Quando há violência, ameaça, risco físico, exposição grave ou sofrimento intenso, é importante buscar apoio de responsáveis, instituições, serviços de saúde, escola, trabalho ou rede de proteção adequada.

O que é bullying na psicologia

O bullying pode ser compreendido como uma dinâmica de violência repetida, geralmente marcada por desequilíbrio de poder. Esse poder pode envolver força física, popularidade, idade, posição hierárquica, acesso a informações, influência social ou capacidade de expor alguém diante de outras pessoas.

O bullying pode ser verbal, físico, psicológico, social ou virtual. Pode envolver insultos, boatos, exclusão, empurrões, ameaças, apelidos, ridicularização, exposição de imagens, mensagens ofensivas ou perseguição contínua.

O impacto não depende apenas da intenção de quem agride. Mesmo quando apresentado como brincadeira, o bullying pode gerar medo, vergonha, isolamento e sofrimento persistente em quem é alvo.

Bullying, brincadeira e conflito: diferenças importantes

Nem todo conflito entre pessoas é bullying. Conflitos podem ocorrer entre pares e envolver discordâncias, frustrações ou tensões pontuais. O bullying se diferencia pela repetição, pela intenção ou efeito de humilhar, pelo desequilíbrio de poder e pelo sofrimento produzido.

Uma brincadeira também deixa de ser brincadeira quando uma pessoa se sente humilhada, exposta, ameaçada ou quando não tem liberdade real para dizer que aquilo a machuca. O riso de um grupo não torna a experiência menos violenta para quem sofre.

Na psicologia, é importante observar o contexto, a frequência, o impacto emocional, a possibilidade de defesa e a resposta das pessoas ou instituições envolvidas.

Como o bullying pode afetar a saúde mental

Experiências de bullying podem se relacionar com ansiedade, depressão, baixa autoestima, isolamento social, vergonha, medo, irritabilidade, queda no rendimento escolar ou profissional, alterações no sono e dificuldade de confiar em outras pessoas.

Em alguns casos, a pessoa passa a evitar lugares, grupos, atividades ou conversas por medo de nova exposição. Também pode começar a se enxergar a partir das agressões recebidas, como se a violência definisse seu valor.

O sofrimento causado pelo bullying não deve ser individualizado como fraqueza. Muitas vezes, ele é resposta a um ambiente que falhou em proteger, reconhecer e interromper uma dinâmica de violência.

Bullying na escola

Na escola, o bullying pode afetar crianças e adolescentes de forma profunda. Pode aparecer em sala de aula, recreio, grupos de mensagem, redes sociais, transporte escolar ou espaços de convivência.

Os sinais podem incluir recusa de ir à escola, queda no rendimento, medo, isolamento, alterações no sono, irritabilidade, perda de interesse, sintomas físicos antes das aulas ou mudanças bruscas de comportamento.

Quando envolve crianças e adolescentes, a situação exige atenção de responsáveis, escola e rede de proteção. O acompanhamento psicológico pode fazer parte do cuidado, mas não deve substituir a responsabilidade institucional de interromper a violência.

Bullying no trabalho e em adultos

O bullying também pode ocorrer em adultos, especialmente em ambientes de trabalho, grupos sociais, universidades e espaços digitais. Pode aparecer como humilhação repetida, apelidos, exclusão, boatos, desqualificação pública, sabotagem, ameaças ou isolamento.

No trabalho, essas situações podem se aproximar de assédio moral, dependendo do contexto, da frequência, da relação de poder e dos efeitos na pessoa. Quando há violência institucional, pode ser necessário buscar apoio profissional, jurídico, sindical ou canais internos de denúncia, conforme o caso.

Na psicologia, o sofrimento produzido por essas experiências pode ser compreendido sem culpabilizar quem sofreu a violência.

Cyberbullying

Cyberbullying é uma forma de bullying que acontece em ambientes digitais. Pode envolver mensagens ofensivas, exposição de imagens, boatos, perfis falsos, comentários humilhantes, ameaças, perseguição ou divulgação de conteúdos privados.

O ambiente digital pode ampliar o impacto da violência, porque a exposição pode ser rápida, contínua e difícil de controlar. A pessoa pode sentir que não existe espaço seguro, já que a agressão acompanha o celular, as redes sociais e os grupos de mensagem.

Em situações de exposição, ameaça ou crime, pode ser necessário preservar evidências, buscar apoio de responsáveis, escola, plataforma, suporte jurídico ou autoridades competentes.

Bullying, autoestima e vergonha

O bullying pode afetar a autoestima. Quando uma pessoa é repetidamente humilhada, ridicularizada ou excluída, pode começar a se perguntar se há algo errado com ela.

A vergonha é uma experiência comum nesses casos. A pessoa pode ter dificuldade de contar o que está acontecendo por medo de não ser acreditada, de ser vista como fraca ou de piorar a violência.

A psicoterapia pode ajudar a elaborar essas marcas, diferenciar a pessoa da violência sofrida e reconstruir formas mais cuidadosas de se perceber.

Quando procurar um psicólogo por causa de bullying

Pode fazer sentido procurar um psicólogo quando o bullying gera sofrimento persistente, medo, isolamento, vergonha, ansiedade, tristeza, queda na rotina, dificuldade de confiar ou prejuízo nas relações.

Cada psicólogo apresenta seu trabalho de um jeito próprio. Antes de seguir pelo botão de contato, entenda como fazer essa primeira leitura e observe o perfil com mais calma.

Também pode ser importante buscar apoio quando a pessoa sofreu bullying no passado e percebe que a experiência ainda afeta sua autoestima, seus vínculos, sua segurança ou sua forma de se colocar no mundo.

Quando há risco imediato, ameaça, violência física, exposição grave, automutilação ou pensamentos de autoextermínio, a prioridade é acionar rede de proteção e serviços de urgência.

Bullying e psicoterapia

A psicoterapia pode oferecer um espaço para compreender os efeitos emocionais do bullying. Esse processo pode envolver autoestima, vergonha, trauma, ansiedade, isolamento, raiva, medo, pertencimento, confiança e reconstrução da imagem de si.

O acompanhamento psicológico pode ajudar a pessoa a nomear a violência sofrida, reconhecer que não foi culpada pela agressão e construir recursos para lidar com as marcas deixadas pela experiência.

A psicoterapia não substitui medidas institucionais ou legais quando há violência em curso. Em muitos casos, o cuidado precisa envolver família, escola, trabalho, rede de proteção e serviços adequados.

Atendimento online e bullying

O atendimento psicológico online pode ser uma possibilidade para pessoas que desejam conversar sobre bullying por meios digitais. É importante que haja privacidade, segurança e condições para falar sem exposição.

Quando envolve crianças e adolescentes, responsáveis, sigilo, consentimento e limites éticos devem ser conversados diretamente com o psicólogo, conforme a legislação e as normas da profissão.

O Psiconsultório não agenda sessões, não faz triagem, não recomenda profissionais, não define valores e não participa das combinações. O contato acontece diretamente com o psicólogo pelo botão disponível na página profissional.

O que observar antes de procurar um psicólogo para bullying

Observe se a página informa CRP, modalidade de atendimento, abordagem, temas selecionados e, quando houver, informações sobre atuação com crianças, adolescentes, escola, autoestima, trauma, ansiedade, relações ou violência.

Também vale perceber se a apresentação profissional transmite cuidado, responsabilidade e atenção à rede de proteção quando necessário.

Bullying e situações de urgência

Conteúdos informativos podem ajudar a compreender o bullying, mas não substituem atendimento em situações de urgência. Se houver ameaça, agressão, violência, exposição grave, automutilação, pensamentos de autoextermínio ou risco imediato, procure ajuda agora.

Em casos envolvendo crianças e adolescentes, podem ser acionados responsáveis, escola, conselho tutelar, rede de saúde, serviços de proteção e emergência. O CVV atende pelo número 188 em sofrimento emocional intenso.

Perguntas frequentes sobre bullying

Não. Quando há humilhação, repetição, exclusão, medo, exposição ou sofrimento, não se trata apenas de brincadeira. O impacto em quem sofre precisa ser levado a sério.

Sim. Pode se relacionar com ansiedade, depressão, baixa autoestima, isolamento, vergonha, medo, queda no rendimento e sofrimento emocional persistente.

Não. Pode acontecer na escola, no trabalho, em universidades, grupos sociais, ambientes familiares e espaços digitais.

Sim. Cyberbullying envolve agressões, humilhações, ameaças ou exposições em ambientes digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagem e plataformas online.

A psicoterapia pode ajudar a elaborar autoestima, vergonha, medo, trauma, ansiedade e isolamento relacionados ao bullying. Em casos de violência em curso, também é importante acionar rede de proteção.

Não. O Psiconsultório organiza informações para uma primeira leitura e contato direto com psicólogos, sem recomendação ou escolha clínica.

Sim, quando o psicólogo informa atendimento online e essa modalidade faz sentido para o caso. Em crianças e adolescentes, consentimento e responsáveis devem ser considerados conforme as normas aplicáveis.

Observe CRP, modalidade de atendimento, abordagem, temas selecionados e informações sobre atuação com autoestima, ansiedade, trauma, infância, adolescência ou violência, quando disponíveis.

Pode. Experiências de bullying podem afetar autoestima, confiança, relações, pertencimento e segurança emocional mesmo anos depois.

Em situações de ameaça, agressão, exposição grave, automutilação, pensamentos de autoextermínio, crise intensa ou risco imediato, procure serviços de urgência e rede de proteção. O CVV atende pelo número 188.

Se esse tema conversa com o seu momento, você pode olhar com calma para psicólogos que atendem online. A primeira leitura ajuda a observar quem é o profissional, como ele se apresenta e quando faz sentido seguir pelo botão de contato.

Referências bibliográficas

  • CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasília, DF: CFP, 2005.
  • OLWEUS, Dan. Bullying at school: what we know and what we can do. Oxford: Blackwell, 1993.
  • FANTE, Cléo. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Verus, 2005.
  • BRASIL. Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática.
  • ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Mental health of adolescents. Genebra: OMS.

Este material possui caráter estritamente informativo e educativo, não constituindo avaliação, diagnóstico ou indicação de tratamento por parte desta solução digital. A responsabilidade técnica pela condução de qualquer processo terapêutico é exclusiva do profissional com registro ativo contatado pelo usuário. Em caso de crise ou pensamentos de autoextermínio, busque atendimento imediato em unidades de pronto atendimento ou ligue para o CVV no número 188 (apoio gratuito 24h).

Se você estiver passando por uma crise suicida, você pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo telefone 188, com atendimento gratuito 24 horas, ou pelo site cvv.org.br. Em situações de emergência, procure o hospital mais próximo. Havendo risco de morte, ligue para o SAMU pelo número 192.